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sábado, 29 de abril de 2017

Os versos (e universos) do Elesbão


“Nasci poeta”. Essa é a autodefinição de Álvaro Elesbão. Ele vai buscar na inspiração de Álvaro de Campos, um dos heterônomos de Fernando Pessoa, o mais forte argumento para essa conclusão. “Era a leitura preferida de meu pai, que emprestou também o nome do poeta para me batizar. Por isso “Álvaro”, conta ele. Mas foi na adolescência que Elesbão começou definitivamente a se apaixonar pelas palavras, versos e universos que traduzem a alma. “Sempre foi uma coisa mais espiritual para mim. É como se eu captasse o pensamento dos poetas e traduzisse nas palavras. É quase uma criptografia”, diz ele. No banco do ônibus, na espera da fila, Elesbão tira seu bloco de notas – ou qualquer papel que traga no bolso – e “comete” mais um verso, um soneto, uma idéia que vai ser lapidada carinhosamente mais tarde. E vai anotando as poesias concluídas num grande livro, o livro que conta praticamente toda sua história de poeta. “No começo escrevemos para nós mesmo. Mas com o passar do tempo, queremos que as pessoas possam também compartilhar os sentimentos, os pensamentos que temos. De certa forma, essas pessoas podem se identificar com essa ou aquela imagem”, diz Elesbão.

            Leitor de Milan Kundera, Fernando Pessoa e Augusto dos Anjos, Elesbão dá asas à imaginação para produzir sua poesia em todas as formas. “Sou basicamente um romântico. Gosto de escrever sobre as coisas do coração. Os sentimentos meus e do mundo. Escrevo o que dita minha alma e meu coração. E penso que minhas palavras possam ajudar outras pessoas. É isso que espero de minha poesia”, resume esse poeta, que continua produzindo e sonhando, como, aliás, deve ser todos que trabalham com o cinzel lúdico da arte.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Dança


Linda morena
Como és formosa
Te ver dançar
Era tudo que eu queria
Tu se destacavas
No meio da multidão
E, eu só a te admirar
Tu estais linda
A dançar na areia
E a onda do mar
Timidamente
Teus pés descalços
Vem beijar
Dance
Ao som de uma música
Que só tu ouves
E faz meu corpo vibrar
Dance
Essa erótica dança
Deixe cair
Teus cabelos molhados
Nos teus ombros nú

O balançar dos teus quadris
Os teus seios a agitar
Teu rosto exótico
Destacava os lábios molhados
Suspirando por um beijo
Que não pude te dar.
Linda morena
Como és formosa

Hoje, só te quero ver dançar


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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

INDIFERENÇA



Se perante tua indiferença, caio
Se do brilho do teu olhar me esquivo
Diante a ciência do teu amor altivo
Novo tempo de dor e sofrimento ensaio

Amargura e solidão me chegam como um raio
Enche o coração de sentimento nocivo
Dessa escuridão tento ser fugitivo
Ante a possível morte d´alma, desmaio

Vai! Vai-te embora solidão maldita
Lentamente consomes essa energia pura
Que d´alma vem, no corpo habita

Vai! Vai-te embora perniciosa amargura
Leva contigo essa escuridão infinita

Que traz dor, sofrimento e tortura.


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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

ENERGIA LUNAR



Da lua recebi
Toda a energia
Nela contida
Trazendo-me alegria
Nunca antes sentida

Tamanha era a felicidade
Que as lágrimas
Rolavam pelo rosto
E caiam ao peito
Que fazia florescer
Crisântemos, jasmim
Lírios e girassóis.

Desse enorme jardim
Que brotava em meu ser
Escolhi as mais lindas flores
E as te dei

Junto com elas foram
Todo o meu imenso amor
Que teu corpo cansado
Não se apercebeu
Mas tua alma retribuiu
Com um longo beijo
Que até hoje o sinto
Nos lábios meus.



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PÉTALA DE ROSA




Qual pétala de rosa resistiria
a esse frio sentimento.....
Qual pétala....

Nem mesmo essa,
Que bravamente lutou,
Contra tempestades e ventanias...
A esse frio sentimento...resistiria.

Veio a brisa, a acalmá-la
O sol, a aquece-la
A chuva, a refrescá-la

Mesmo assim...
A esse frio sentimento..
Não resistiria.

Frio sentimento...
Que matou as pétalas,
Mas não a rosa...

Que ainda irá florir...



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domingo, 6 de novembro de 2016

5 Sentidos



Qual o gosto do pão ?
Tão macio e crocante
Se não temos o paladar
Qual o gosto do amor?

Qual a visão do mar?
Do alto do farol
Se não temos o olhar
Qual a visão do amor?

Qual o cheiro da rosa?
Cultivada com carinho
Se não temos o olfato
Qual o cheiro do amor?

Qual o calor do sol
Nos aquece no inverno
Se não temos o tato
Qual o calor do amor?

Qual o canto do passaro?
A toda manhã encanta
Se não temos audição
Qua o canto do amor ?


Qual o gosto do amor
Sem o paladar da vida

Qual a visão do amor
Sem o olhar da amizade

Qual o cheiro do amor
Sem o olfato da cumplicidade

Qual o calor do amor
Sem o tato da confiança

Qual o  canto do amor
Sem a audição da realidade.



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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

JARDIM DA PRAIA



Como é lindo esse jardim da praia,
Passear por entre as flores sem nelas tocar.
A fina garoa que cai
deixa-o mais vivo,
Mais cheio de cores.
Em seus bancos,
Ou entre árvores.
quantas juras de amor foram ditas,
e muitas não cumpridas.
Brincam-se crianças
Brincam-se jovens
Brincam-se os velhos
É lindo o jardim da praia.
Sempre se encontra um motivo
para nele passear.
Mas ! O que é isto ???
Não ! Não pode ser verdade o que vejo.
Ratos ! Ratos ! E mais ratos !
O que vocês fazem aqui ?
Querem acabar com esse jardim ?
Vão- se embora seu ratos.
Sumam, desapareçam.
Não precisamos de vocês aqui !
Vocês são a escória,
Deixem o jardim como está,
Não precisamos de vocês.


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