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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Querida


Tentei em vão, fazer um poema a você.
Não consegui, faltavam-me palavras para descrever-te, então pedi aos poetas do Universo, para me ajudarem nessa tarefa.

O primeiro com que conversei, disse-me:
- "Faça uma anologia entre o brilhodos olhos dela, apesar de estarem a chorar, o brilho é incontestável, com o brilho das estrelas ou mesmo da lua prateada"
- Mas é impossível, respondeu eu, pois mesmo a mais intensa Estrela não tem o brilho daquele olhar.

Um outro me falou do sol, mas já é forte o sol que trazes dentro de ti. E a rosa, porque não a rosa, retrucou um outro. Não pode ser também, respondi, de todas as flores que conheço, mesmo a mais linda orquídea, não chega perto da beleza dela.

Já estava a desistir, quando me chega a quem muito admiro, Augusto dos Anjos, com seu jeitão calado e sempre triste. Me fala que não irá existir palavra alguma para descrever o brilho dos teus olhos, a tua beleza ou mesmo o teu sorriso, Pois tu és a própria poesia que todos os vates gostariam de poder escrever.

Mesmo sendo eu, apenas um aprendiz, tentei continuar minha dificil tarefa, mas o que consegui, foram apenas algumas palavras que vinham do fundo d'alma, que clamava por AMOR.

Alvaro




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